O Lagom completa 2 anos e comemora lançando uma cerveja especial colaborativa com as cervejarias Anner, Baldhead e Seasons.

Aniversário se comemora entre amigos. Essa foi a premissa que tivemos ao pensarmos em convidar, para juntos fazermos uma cerveja colaborativa em alusão aos 2 anos do Lagom, as cervejarias que começaram na mesma época neste maravilhoso mundo da cerveja artesanal. Seasons, Baldhead e Anner são de grandes amigos e juntos estamos desenvolvendo esta cerveja mais do que especial.
Depois de muitos debates chegamos à conclusão que deveríamos fazer algo novo, uma cerveja que “desse a cara pra bater”, um estilo que fosse realmente diferente. Foi então que surgiu um dos estilos que agrada os paladares mais exigentes: o Quadrupel. O mais forte e intenso dos estilos belgas de abadia, uma das escolas cervejeiras que mais gostamos. Mas só isso ainda era muito pouco e, como os belgas permitem muita liberdade de criação, resolvemos colocar mel para ajudar na complexidade. Porém, ainda achamos que devíamos ousar mais. Foi, então, que partimos para o Gruit.

Mas o que é o “Gruit”?
Segundo relatos medievais, a primeira pessoa a colocar o lúpulo na cerveja foi a Abadessa Hildegard Von Biden, no século XII. Muito provavelmente, o lúpulo era integrante do gruit da região da Alemanha (Rheinland-Pfalz) em que ficava seu mosteiro. O gruit nada mais é do que o apanhado de ervas que se utilizava para saborizar a cerveja antes de o lúpulo ser considerado o padrão. Posteriormente, a maioria das ervas foi saindo das receitas e dando espaço às variedades de lúpulo existentes, já que foi notada a grande utilidade antioxidante e conservante desta flor. Como cada região tem suas próprias ervas aromáticas conhecidas por suas propriedades desde a antiguidade, cada cerveja possuia um sabor exclusivo que remetia ao lugar onde era feita. E essa foi uma das razões que nortearam a escolha das ervas que vão compôr nossa receita, além, é claro, da combinação dos aromas e sabores que melhor se comportaram nos testes. Entre as ervas utilizadas, a Carqueja e o Guaco, típicas da região do Pampa terão um destaque especial.
Os testes de ervas já foram feitos, a receita está sendo montada e em breve serão brassados 400L desta cerveja. Fique ligado, em breve divulgaremos mais informações sobre essa grande comemoração.

Equipe Lagom Brewpub.

Para saber mais:
Gruit: http://www.gruitale.com/
Cervejaria Seasons: www.cervejariaseasons.com.br
Cerveja Anner: http://www.cervejaanner.com
Cerveja Baldhead: http://www.baldhead.com.br

Cerveja clara ou escura.

Cerveja clara ou escura. Ou, quem sabe, de cor dourado intenso, com reflexos âmbar, límpida e de colarinho cremoso e duradouro?

Quando se fala em cerveja, logo pensamos naquela loira estupidamente gelada com a garrafa suando em cima da mesa, não é mesmo? Não mesmo. Pelo menos pra quem gosta de provar novos sabores. Existem dezenas ou até mesmo centenas de estilos de cerveja criados ao redor do mundo. Das mais simples, com maltes básicos, a receitas extremamente complexas, até mesmo com adição de ingredientes pouco comuns para nós brasileiros, como frutas silvestres e galhos de pinheiro (alguns países nórdicos usam muito esses ingredientes). Conhecer estes estilos é viajar direto para a história da nação que os criou, é encontrar o cerne de um povo e provar um pouco dos costumes de cada país. Pinheiros na Noruega, cerejas na Bélgica, ou mesmo abóbora nos EUA. Ingredientes locais que estimulam a criatividade na arte de fazer cerveja. Por sorte, no Brasil, também temos ótimas referências no assunto, com as cervejarias cada vez mais ousando em criar bebidas com uma identidade nacional.

Para nos ajudar a entender melhor e conhecermos mais sobre essa enorme quantidade de cervejas que existem, podemos contar com a ajuda de alguns grupos que se dedicam a isso. O BJCP (Beer Judge Certification Program) e a Brewers Association, ambas associações americanas, têm seus próprios guias de estilos e nos ajudam a procurar o mundo do lado de lá das cervejas quase sem graça que dominam o mercado mundial. Aqui no Brasil já é possível ir a um bom restaurante e pedir uma carta de cervejas com vários destes estilos e não simplesmente um cardápio de marcas que seguem um mesmo padrão “plano” a que estamos acostumados. Mesmo pela internet é fácil comprar alguma marca que fuja dos padrões de massa. Existem sites especializados no assunto, basta dar um Google para termos muitas opções. E o melhor: muitas cervejarias brasileiras de pequeno e médio porte se baseiam nessa tentativa de fugir da mesmice com receitas diferentes para nós, mas tradicionais em outros países ou, como já citado, com o uso de ingredientes regionais.

Conhecendo um pouco mais sobre estilos podemos definir quais cervejas mais apreciamos – as mais amargas ou mais maltadas, as escuras com gosto que lembram café ou, até mesmo, uma cerveja que mais parece um espumante. Tem pra todos os gostos. Até mesmo pra quem decide que gosta mesmo é de tomar cerveja ultra gelada quase sem grandes sabores – o que não tem nada de errado. Errado é não experimentar com tantas ofertas boas por aí.

Para saber mais:

Na Internet:

Brewers Association:

http://www.brewersassociation.org/pages/business-tools/publications/beer-style-guidelines

BJCP

http://www.bjcp.org/stylecenter.php

Tabela Periódica da Cerveja

http://mantisdesign.com/periodic-table-of-beer-styles

Livro:

Michael Jackson’s Great Beer Guide: 500 Classic Brews